Tive a oportunidade de conferir o livro digital interativo na Bienal do Livro de São Paulo. Achei o máximo!!!
Este é o da Alice no País das Maravilhas
É muito bonito e a parte mais interessante pra mim foi quando uma cena é sobreposta a outra, descoberta ao passar o dedo na tela.
O primeiro livro interativo digital brasileiro, “A menina do narizinho arrebitado”, de Monteiro Lobato, tem propostas mais simples, porém, mais inteligentes por trazer uma leve sensação de que o leitor realmente interage com a história, desperta ações dos personagens. Procurei no youtube mas ainda não está disponível para mostrar a vocês.
Encontrei este da Disney , o Toy Story , que tem um detalhe preocupante: o audio.
É interessante para aprender o idioma, mas prejudica a leitura e a escrita da criançada. Um exemplo é o audio-book: quem trabalha com deficientes visuais sabe que por eles trocaram a leitura em braille por esta versão desenvolveram real deficiência para escrever. Quem pouco lê, pouco se familiariza com as letrinhas.
Estas questões não são tão preocupantes para pais e educadores de países europeus em que a leitura é algo presente na vida das crianças, onde é comum encontrá-las até mesmo nas estações de trem com livros em punho, mergulhadas na imaginação.
Já em países onde a leitura não é um hábito, a tendência a trocá-la pelo audio é maior. Porém, nos casos em que não se ouve o narrador e as vozes dos personagens, como no Alice e Narizinho, os recursos interativos podem funcionar como despertadores do prazer de ler, unindo a cultura audiovisual, digital e escrita a favor da educação.
Preço do Ipad EUA: $500 Brasil: R$2.800
Ler um livro e dar vida aos personagens na imaginação: não tem preço
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